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Assaltos organizados são mais frequentes

O Verão é o período que regista mais assaltos a moradias. Em 2016 foram comunicados 18 841 assaltos. Lisboa, Porto e Faro são os distritos com mais ocorrências com uma média de 52 assaltos por dia. Apenas foram detidos 261 suspeitos pela prática desse crime.

Em 2016 as autoridades registaram 4 472 furtos a residências sem que tenha havido arrombamento o que revela uma reduzida consciência do cidadão na necessidade de adotar as medidas de segurança mais elementares.

Também se registaram muitos assaltos a casas no interior do país sobretudo durante a ausência dos respetivos moradores aproveitando o facto de não terem qualquer sistema de segurança. Ouro, joias, dinheiro e relógios são o principal objetivo dos assaltantes.

O fenómeno dos assaltos organizados é entretanto cada vez mais frequente. Ao contrário do ladrão de ocasião, estes assaltantes profissionais fazem estudo de campo com reconhecimento do local e dos costumes das vítimas. Recolhem informação valiosa para alcançarem o melhor resultado com o menor risco possível.

Após escolhida a moradia a assaltar, estacionam em lugar previamente selecionado uma viatura para o transporte dos bens e fuga. Verificam atempadamente quais as vias mais convenientes para abandonarem rapidamente o local após o assalto. Um ou mais elementos posicionam-se nas imediações controlando o movimento de pessoas e de veículos prestando especial atenção à eventual aproximação das forças de segurança. Em caso de necessidade comunicam com os operacionais podendo abortar o assalto.

Na maioria dos casos atuam quando a moradia se encontra desabitada. Antes do assalto tocam à campainha numa última verificação para se assegurarem da ausência dos moradores. Quando tocam colocam-se de lado para não serem visualizados pelas câmaras dos vídeo porteiros convencionais.

Os assaltantes que atuam quando os moradores estão presentes costumam ser menos profissionais mas muito mais perigosos. Se surpreendidos não hesitam no recurso à violência.

As organizações mais especializadas são geralmente constituídas por assaltantes estrangeiros, principalmente de países do Leste. Recorrem aos meios tecnológicos disponíveis como o Google maps, para identificação de alvos relevantes a estudar fazendo uma pré-seleção das moradias que aparentam maior interesse. Dispõem de capacidade para falsificação de documentos para poderem alugar viaturas e contratar linhas de telefone. Deslocam-se como turistas beneficiando do período legal de estadia de três meses. Em muitos casos essas organizações contam com infraestrutura na área que selecionam para efetuar um conjunto de assaltos previamente planeado. Essa infraestrutura inclui uma base onde permanecem durante um período de tempo relativamente curto e armazém para recolha dos objetos roubados que depois “exportam”. Há casos em que contam ainda com colaboradores locais para a lavagem de dinheiro.

Uma vez no terreno, são muito discretos evitando contato com vizinhos durante o período de permanência. Observam os movimentos evitando que o seu “trabalho” seja suspeito. Quando entram em ação usam normalmente luvas para não deixarem vestígios que possam contribuir para a sua posterior identificação e localização. Estes cuidados fazem com que normalmente não haja testemunhas o que dificulta mais ainda a sua identificação.

Após a concretização do plano de assaltos, abandonam a área dirigindo-se para a nova zona escolhida, no mesmo ou noutro país, ou fazem um intervalo para que a sua ausência do ambiente familiar não seja demasiado evidente e levante suspeitas.

O valor do roubo provocado pelos ladrões comuns é geralmente muito inferior ao dos grupos organizados. Não há nestes casos um plano mas antes uma intervenção oportunista normalmente associada à compra de droga.

Em Maio, numa zona de luxo da Boavista (Porto) foram assaltadas duas moradias com o mesmo objetivo: furto de veículos. Furtaram quatro veículos de gama alta (2 em cada garagem) tirando partido do facto de uma das casas não ter sistema de segurança e na outra do mesmo se encontrar desligado! Estas operações decorreram próximo das 4 horas da madrugada com os moradores a dormir. Felizmente para estes os assaltantes limitaram-se ao furto dos veículos.

Grupos cada vez mais profissionais

Na Galiza, um grupo de cinco albaneses foi detido em Janeiro depois de ter assaltado 50 moradias de luxo no eixo Corunha/Burgos, incluindo algumas com os moradores a dormir. Curiosamente este grupo tinha base em Madrid onde alugaram três casas o que parece indicar que a capital seria a próxima área de intervenção.

Os assaltos eram cometidos por quatro membros ficando o quinto a fazer guarda num veículo furtado preparado para a fuga. Eram especialistas em intervenções muito rápidas normalmente pouco superiores a 5 minutos para executarem o assalto. A rapidez poderá ter ligação com a recolha prévia de informação que identifique a localização dos bens procurados, principalmente dinheiro, joias, carteiras e relógios.

A polícia acabou por descobrir que anteriormente tinham atuado na zona de Barcelona.

A UNESPA (associação empresarial que agrupa as seguradores espanholas) informa que há cerca de 425 000 casas assaltadas por ano em Espanha. Uma média impressionante de 1 164 por dia.

Assaltos violentos

A vulgarização dos assaltos com violência fez entretanto disparar a procura de soluções tipo bunker há muito usadas na África do Sul e nos países mais violentos da América do Sul. O acesso aos quartos de dormir é barrado com portas blindadas para que, em caso de intrusão, os moradores possam pedir socorro antes que os assaltantes acedam aos quartos.

O presidente da Associação Catalã de Empresas de Segurança, Fernando Fernández, revelou recentemente que a procura por este tipo de solução tem conhecido um forte crescimento principalmente por pessoas que sofreram já assaltos violentos durante os quais foram alvo de sevícias para rapidamente revelarem os locais onde guardam os seus valores.

É uma solução de certo modo compreensível mas que transforma o morador em prisioneiro na sua própria casa. Não parece ser uma opção adequada para a generalidade das moradia portuguesas não dando resposta ao essencial: proteger o exterior para afugentar os assaltantes antes mesmo de acederem ao interior da moradia.

Garagem coletiva: lacuna de segurança

Em muitos casos os assaltantes esperam o morador junto à porta e forçam-no a entrar. É um dos problemas de segurança mais sérios que ocorre nas garagens coletivas. Poucos moradores aguardam atentos ao fecho da porta. É verdade que se trata de uma lacuna que os assaltantes aproveitam para facilmente se infiltrarem. Ficam então preparados quer para furtarem bens nos veículos e mesmo os próprios veículos assim como para assaltarem quem entre com o risco elevado de forçarem a entrada em casa. Para estes casos de extremo melindre, temos provavelmente a solução que melhor protege a integridade da vítima e que não divulgamos publicamente por questões de segurança.

É frequente golpearem a vítima para que esta revele onde tem os bens que os bandidos procuram e tenha maior dificuldade em chamar por socorro finalizado o assalto.

A imprensa tem divulgado numerosos casos de violência em distintas regiões que têm provocado grande indignação popular.

A Policia Espanhola desarticulou um grupo perigoso de 18 albaneses e kosovares que praticou cerca de 80 assaltos com violência em moradias. A maioria tinha experiência militar. Atuavam por células e em toda a Península Ibérica. Dispunham de meios de comunicação sofisticados e de visores noturnos.

Numa pequena localidade perto de Lérida foram assaltadas numa só noite 18 moradias e algumas lojas. Os assaltos ocorreram entre as 3 e as 4 da madrugada. Entre os veículos furtados conta-se o do presidente da câmara.

Conforme sugerimos por ocasião da onda de assaltos que varreu o país durante a época de Natal e fim de ano, recomendamos como prioritária a instalação de um sistema de proteção exterior que sinalize atempadamente a tentativa de intrusão.

Perímetro de Proteção

A propósito da recente onda de assaltos a moradias, especialmente nas noites de Natal e de Fim de Ano, gostaríamos de sublinhar a importância decisiva do tipo de proteção que a MasterGuardian® aconselha aos seus clientes.

O Perímetro de Proteção que envolve a moradia, que sempre propomos como fundamental, confirmou-se nestes casos essencial para evitar o sucesso dos assaltos desencadeados por um numeroso bando que efetua autênticas limpezas previamente planeadas.

A análise de alguns dos assaltos conhecidos permite concluir que mesmo as moradias com alarme localizadas em locais de pouco movimento são sujeitas a assaltos rápidos sempre que os assaltantes beneficiem da conhecida temporização dos sistemas de alarme convencionais. Os assaltantes preparam esse tipo de assalto, colocando vigias e carro de fuga estrategicamente estacionado para rapidamente abandonarem o local depois de recolherem sobretudo joias, dinheiro, quadros e relógios de valor.

Três dos nossos clientes foram alvo em distintos locais do país desta recente onda. Beneficiaram felizmente da proteção adequada que tinham instalado.

Considerando que a probabilidade de um assalto é cada dia mais relevante sugerimos considere rever a necessidade de proteger o exterior da sua moradia.